quinta-feira, 19 de maio de 2011

Charge - Os EUA se "preocupa" com a revolta do oriente médio

Obama garante cortar gastos, no entanto manterá as despesas militares



Até onde pode chegar o governo dos EUA? Depois de divulgar que ultrapassaram o limite para a dívida pública e reconhecerem que novas medidas deveriam ter sido tomadas, o governo Obama afirmou dizer que mesmo irá pôr em prática o plano de corte de gastos públicos, no entanto irá poupar alguns setores.
Sendo assim imaginamos que os EUA irá cortar gastos militares que é o setor que os mesmos mais gastam não é verdade? É, mas só fica na nossa imaginação, pois segundo o governo estados unidenses entre os setores que estarão garantidos, está a segurança social, o sistema de saúde e os salários dos militares.
No entanto, os cortes de gastos públicos já estão certos de acontecerem. Até o momento já foi anunciada a suspensão do investimento do governo em dois fundos públicos de pensões.
Segundo o secretário do Tesouro, Timothy Geithner, essa medida é necessária para cobrir as despesas mínimas, caso contrário não haverá dinheiro, "nem para a Segurança Social, nem para o programa público de assistência sanitária Medicare, nem para os salários do Exército, nem para pagar os juros da dívida que já está nas mãos de investidores de todo o mundo", destacou Geithner.
O limite de 14,3 trilhões de dólares da dívida norte-americana corresponde a 94% de todo o PIB (Produto Interno Bruto) norte-americano. E caso os EUA apenas ameaçasse não pagar esta dívida já acarretaria uma crise financeira ainda maior em todo o mundo.
Apesar da esperança de pagamento, os credores do título da dívida pública estados unidenses, temem que os juros aumentem progressivamente e consenquentemente os custos de financiamentos.
O fato é que enquanto afirma o corte na previdência, Obama já divulga que vai continuar com os investimentos militares e demais áreas de interesse político, como o sistema de saúde. Pelo tamanho do rombo na economia estados unidenses, evidencia que haverá uma grande política de cortes dos serviços públicos comprometendo ainda mais os trabalhadores e os milhões de desempregados e, por conseqüência, as economias dos demais países.
Os EUA deveriam colocar como corte de gastos exatamente o que mais gasta e o menos necessário. Ou seja, os gastos militares, enquanto eles dizem está defendendo a paz mundial o país continua em crise com uma taxa de desemprego, milhões de americanos insatisfeito, e tenta manter sua popularidade matando um terrorista, como só o fato dele (Bin Laden) ser o líder a Al Qaeda deixaria de atacar, e o pior que ele sabe disso.
Mas por que ele faz isso? Certamente porque os EUA se preocupam mais em manter seu império do que cuidar de seu povo. O fato é que isso pode ter um efeito contrário e chegará ao fim o imperialismo estados unidenses.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Charge Inflação X Salário mínimo


(Obs. vendo por esse lado os funcionários públicos de Petrolina-PE teve seu salário reduzido), ainda recebem o salário de 2009, 465 reais, um absurdo)

Inflação é culpa da especulação do agronegócio

Por Frei Betto
No Correio da Cidadania



Quem costuma ir à feira, ao mercado ou ao supermercado para comprar alimentos sabe muito bem que eles têm subido de preços. A inflação começa a ficar fora de controle. O governo Dilma está consciente de que este é o seu calcanhar de Aquiles.

Os juros tendem a subir e a União anunciou um corte de R$ 50 bilhões no orçamento federal (espero que programas sociais, Saúde e Educação escapem da tesoura). Tudo para impedir que o dragão desperte e abocanhe o pouco que o brasileiro ganhou a mais de renda nos oito anos de governo Lula.

Lá fora, há uma crise financeira, uma hemorragia especulativa difícil de estancar. Grécia, Irlanda e Portugal andam de pires nas mãos. Na Europa, apenas a Alemanha tem crescimento significativo. Nos EUA, o índice de crescimento é pífio, três vezes inferior ao do Brasil.

Por que a alta do preço dos alimentos? Devido à crise financeira, os especuladores preferem, agora, aplicar seu dinheiro em algo mais seguro que papéis voláteis. Assim, investem em compra de terras.

Outro fator de alta dos preços dos alimentos é a expansão do agrocombustível. Mais terras para plantar vegetais que resultam em etanol, menos áreas para cultivar o que necessitamos no prato.

Produzem-se alimentos para quem pode comprá-los, e não para quem tem fome (é a lógica perversa do capitalismo). Agora se planta também o que serve para abastecer carros. O petróleo já não é tão abundante como outrora.

Nas grandes extensões latifundiárias adota-se a monocultura. Planta-se soja, trigo, milho... Para exportar. O Brasil tem, hoje, o maior rebanho do mundo e, no entanto, a carne virou artigo de luxo. Soma-se a isso o aumento dos preços dos fertilizantes e dos combustíveis e a demanda por alimento na superpopulosa Ásia. Mais procura significa oferta mais cara. A China desbancou os EUA como principal parceiro comercial do Brasil.

Soma-se a essa conjuntura a desnacionalização do território brasileiro. Já não se pode comprar um país, como no período colonial. Ou melhor, pode, desde que de baixo para cima, pedaço a pedaço de suas terras.

Há décadas o Congresso está para estabelecer limites à compra de terras por estrangeiros. Enquanto nossos deputados e senadores engavetam projetos, o Brasil vai sendo literalmente comido pelo solo.

Em 2010, a NAI Commercial Properties, transnacional do ramo imobiliário, presente em 55 países, adquiriu no Brasil, para estrangeiros, 30 fazendas nos estados de GO, MT, SP, PR, BA e TO. Ao todo, 96 mil hectares! Muitas compradas por fundos de investimentos sediados fora do nosso país, como duas fazendas de Pedro Afonso, no Tocantins, somando 40 mil hectares, adquiridas por R$ 240 milhões. Pagou-se R$ 6 por hectare. Hoje, um hectare no estado de São Paulo vale de R$ 30 mil a R$ 40 mil. É mais negócio aplicar em terras que em ações da Bolsa.

Segundo a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), ano passado cerca de US$ 14 bilhões foram destinados, no mundo, a compras de terras para a agricultura. As brasileiras constaram do pacote. Estima-se que a NAI detenha no Brasil mais de 20% das áreas de commodities para a exportação.

O escritório da NAI no Brasil conta com cerca de 200 fundos de investimentos cadastrados, todos na fila para comprar terras brasileiras e destiná-las à produção agrícola.

O alimento é, hoje, a mais sofisticada arma de guerra. A maioria dos países gasta de 60% a 70% de seu orçamento na compra de alimentos. Não é à toa que grandes empresas alimentícias investem pesado na formação de oligopólios, culminando com as sementes transgênicas que tornam a lavoura dependente de duas ou três grandes empresas transnacionais.

O governo Lula falou muito em soberania alimentar. O de Dilma adota como lema "Brasil: país rico é país sem pobreza". Para tornar reais tais anseios é preciso tomar medidas mais drásticas do que apertar o cinto das contas públicas.

Sem evitar a desnacionalização de nosso território (e, portanto, de nossa agricultura), promover a reforma agrária, priorizar a agricultura familiar e combater com rigor o desmatamento e o trabalho escravo, o Brasil parecerá despensa de fazenda colonial: o povo faminto na senzala, enquanto, lá fora, a Casa Grande se farta à mesa às nossas custas.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Novo Estatuto dos Correios: abrem-se as portas para a privatização



Os trabalhadores dos Correios vem há muito tempo sofrendo com a grande precarização em seus serviços.

Tudo isso é reflexo de uma política que começou a ser implantada nos anos 1990, período em que o neoliberal Fernando Henrique Cardoso governava o país, e que foi mantido mesmo disfarçadamente com o presidente Lula, que continuou os loteamentos políticos, a corrupção e a falta de investimentos.

Com Dilma, não está sendo diferente, apesar de que no início de seu governo, Dilma adotou o discurso de que resgataria a credibilidade dos Correios colocando um ministro de sua confiança, Paulo Bernardo, ex-ministro do Planejamento, no cargo de Ministro das Telecomunicações. Porém, nada disso aconteceu e os trabalhadores continuam sofrendo com a precarização de seus serviços.

A prova real disso é que governo Dilma Rousseff, publicou decreto que modifica o estatuto da ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos). Quase três semanas após a publicação de Medida Provisória (MP) que autorizava a modificação estatutária dos Correios, o governo finalmente tornou público o novo estatuto.

O novo estatuto faz com que os correios continuem sendo uma estatal, porém ele abre caminho para a privatização da empresa, pois permite que a empresa se torne sócia de empresas privadas, além de criar empresas subsidiárias, levando assim a terceirização dos serviços que deveriam ser de exclusividade dos correios.

Como se não contentassem com isso (e não se contentam mesmo), o novo estatuto enquadra a empresa na lei da Sociedade Anônima (S.A.), permitindo assim, a abertura do capital da empresa aos capitalistas, como aconteceu com a Petrobrás que o Governo “enche a boca” para dizer que é uma grande empresa pertencente ao país, mas grande parte de suas ações privatizada.

O novo estatuto, que vai atingir diretamente a vida de quase 110 mil trabalhadores dos Correios, foi feito de maneira oculta, pois o Governo temia uma enorme resistência dos trabalhadores contra a privatização, o governo do PT fez tudo às escondidas. Até mesmo após a publicação da MP o governo demorou mais de uma semana do prazo que havia estabelecido para apresentar o novo estatuto.

O fato é que isso mostra que o governo do PT, não se diferencia do governo neoliberal implantado pelo FHC, o que distingue um do outro é apenas o modo como é feito. O PT continua com as privatizações defendendo a classe burguesa, só que conseguem através de políticas compensatórias e falsos discursos de que isso é o melhor para o país e classe trabalhadora está sendo vista, e realmente vista está, porém não está sendo ouvida, pois calam a voz do povo, através da falsa ilusão que o Brasil ta crescendo e as condições do povo estão melhorando.

Leitores, a bolsa família é apenas uma forma de calar as pessoas, ela está muito abaixo do que a burguesia ganha do governo atual. Aprova é esse novo estatuto da ECT, o decreto do governo Dilma é um grande ataque aos trabalhadores e um enorme esquema de distribuição de dinheiro público para os capitalistas.

Enquanto isso em Brasília...

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Para que emancipar-se?

Centenas de pessoas participaram ontem (15) de mais um evento pedindo a emancipação de Izacolândia, distrito de Petrolina. O movimento tem ganhado força por conta de um projeto da deputada Isabel Cristina (PT) na Assembleia Legislativa de Pernambuco, o qual será debatido em breve, de acordo com a Comissão de Emancipação.

Durante o evento, os palestrantes falavam ao público sobre o plebiscito que deve acontecer até setembro, já que em muitas cidades do País já estão sendo autorizadas as emancipações.

O palestrante e coordenador da comissão, Júlio César Monteiro, exemplifica o apoio consolidado das prefeituras de Jaguarari e Casa Nova, para os distritos de Pilar e Santana do Sobrado, na Bahia quando o prefeito disponibiliza estruturas para condução do processo e toda a logística que as comissões precisam.

Na ocasião, Júlio César disse esperar o mesmo apoio em relação ao prefeito de Petrolina, Júlio Lóssio.

(O texto acima foi retirado do blog Carlos Britto).

É engraçado (ou não), como os políticos conseguem iludir o povo. Colocam na cabeça das pessoas como se o fato de se tornar cidade mudaria a vida deles para melhor. Mas na verdade isso só pioraria, a prova está nas pequenas cidades vizinhas a Petrolina, que muitas delas não conseguem se sustentar e ainda dependem e muito dela.

Com Izacolândia não será diferente, ela não tem como se auto-sustentar, a única coisa que mudaria seria uma oligarquia política mais forte. Não podemos nos deixar iludir com a ideia de que ser cidade é suficiente para melhorar a vida de todos. Não é a toa que a divisão de cidades, e Estados, chama-se divisão política, se o descaso em Izacolândia ou em qualquer outra parte do município é por que os políticos não administram Petrolina como deveriam.

Pensemos um pouco. Izacolândia tem infra-estrutura para ser uma cidade? Ela é capaz de auto-sustentar-se com recursos próprios? Se os moradores da futura cidade precisarem de um hospital para onde vão? Se precisarem de ir a um banco nela vai ter o banco que procura? E se precisarem algo relacionado a justiça, terão seu próprio fórum? Será capaz de pagar em dias e como devem seus funcionários públicos? (Isso nem Petrolina tá fazendo). Em que melhorará a vida do povo?

Então porque ser cidade? Mudará o que para o povo? Pois o político local é que será beneficiado, ja a população continuará na mesma.

Ex-deputado de Pernambuco "justifica" o novo código florestal


Mais uma prova do descaso dos políticos para com o meio ambiente e uma demonstração de que os mesmos não estão preocupados com as pessoas mas somente, com o capital. O ex-debutado de Pernambuco Geraldo Coelho divulgou uma nota a qual ele tenta justificar o Novo Código Florestal. veja a nota abaixo:

“O Nordeste era batizado como bolsão de pobreza e hoje o Rio São Francisco tem contribuído e muito para geração de emprego, renda e o crescimento do PIB.

A vazão do São Francisco variava de 600 a 16.000 metros cúbicos por segundo. Hoje o controle da vazão em razão da construção de barragens sucessivas é de 2.000 metros cúbicos por segundo. Não mais existem enchentes devastadoras. A margem do Rio não é alterada, portanto, estável a calha do Rio.

Na zona rural, muita irrigação gerando milhões de dólares na exportação de frutas para a Europa, Estados Unidos, e Japão. Na zona urbana, muitos investimentos imobiliários, principalmente próximo à margem do Rio, com a visão magnífica de beleza do Rio-Mar como se fosse Copacabana.

Assim, não se justifica preservar a mata ciliar com 500 metros. Precisa ser reduzida para no máximo 100 metros. Isto não acontecendo, será uma agressão ao desenvolvimento sustentável, pois irá prejudicar e muito o empreendedorismo causando muita miséria com a redução de emprego e renda.

O Rio São Francisco é a sustentabilidade do semiárido”.

Geraldo Coelho, Engenheiro Civil com mandato político por 35 anos.


Caros leitores, vemos até pela justificativa apresentada que o Novo Código Florestal que o mesmo não tem nenhum motivo sustentável. Ele diz que graças às barragens não existem mais inundações, mas antes existia, por que o homem ocupou uma área que era própria do rio na época das cheias. Não havendo a vazão que tinha antigamente, faz com que o Rio São Francisco fique cada vez mais raso devido ao seu assoreamento.

As barragens permitiram também, a efetivação do agronegócio, modelo este que visa somente o lucro e o capital, e se desenvolve com o discurso de geração de emprego. Destaca-se que esses empregos são de caráter explorador não só pela carga horária muito grande, mas também pela pequena participação dos lucros.

Então, o Novo Código Florestal visa contribuir apenas para os ruralistas que visam somente o capital e não se importam com a natureza ou com as condições dos trabalhadores, não existe desenvolvimento sustentável num sistema tão contraditório.

O MPA se prepara para Jornada de luta camponesa


No marco de seus 15 anos de história, o Movimento dos Pequenos Agricultores vai novamente às ruas reafirmar o seu compromisso com a luta do campesinato. Entre os dias 16 a 20 de maio, cerca de 15 mil camponeses estarão mobilizados em mais de 10 estados na Jornada Nacional de Luta do MPA.

Entre as principais reivindicações da jornada estão as políticas públicas para o fortalecimento do campesinato, produção de alimentos saudáveis e erradicação da pobreza no campo, que incluem: Crédito subsidiado para produção de alimentos, investimentos para comercialização e beneficiamento da produção, energia elétrica de qualidade e com tarifas reduzidas para produção de alimentos, moradia digna para as famílias camponesas, adequação da legislação sanitária para comercialização da produção camponesa, rebate nas dívidas dos pequenos agricultores e educação adequada à realidade das famílias no campo.

Durante esse período, diversas audiências nacionais e estaduais estarão sendo realizadas para garantir a pauta de reivindicação do movimento. Já foram solicitadas reuniões com o Ministério da Fazenda, Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Ministério da Agricultura, Ministério das Cidades, Secretaria Geral da República, Ministério do Desenvolvimento Social e combate à fome (MDS), Ministério do Meio Ambiente (MMA), Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Companhia Nacional de abastecimento (Conab) e Embrapa.

A jornada traz também como pauta central o combate ao uso de agrotóxicos, tema que vem sendo discutido com a sociedade por meio da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida, lançada em abril deste ano. O Brasil é bicampeão mundial em consumo de agrotóxicos. Em 2009, foram mais de 1 bilhão de litros utilizados na agricultura, e os cultivos vinculados ao agronegócio lideram o ranking de aplicação de veneno. Somente a cultura da soja é responsável por 51% do montante de agrotóxicos comercializados no país. Para o MPA, o fim do uso de agrotóxicos deve estar ligado a uma nova dinâmica de produção no campo, caracterizada pelo fim dos latifúndios e dos monocultivos, e que priorize a produção de alimentos para garantia da soberania alimentar do povo a partir da agricultura camponesa com base agroecológica.

Brasilia ,11 de maio de 2011,

Secretaria Nacional do MPA

Fonte: http://mpabrasiles.wordpress.com/2011/05/12/mpa-se-prepara-para-jornada-nacional-de-luta-camponesa

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Diferenças na educação

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Educação do Brasil: um problema mais que pedagógico.. estrutural



Não é novidade nenhuma que a educação de nosso país não é nada boa, ainda mais p/ quem viu a teoria e a prática de nosso sistema educacional, mas a mídia “abriu” os olhos para a educação, depois de uma denúncia feita no fantástico (programa da rede globo) sobre a má qualidade da merenda, e, uma semana depois reportagens que foram ao ar durante a semana no Jornal Nacional (também da rede globo).
Durante as reportagens eles fizeram várias denúncias e “descobertas”, como por exemplo que os alunos do ensino médio se formam mas não aprendem segundo eles Dos alunos que terminam o ensino médio no Brasil, só 28% aprendem o conteúdo de português e apenas 11%, o de matemática. (da edição do jornal nacional de 11 de maio de 2011).
Eles colocam vários culpados como professores desqualificados, desvio de verbas da educação que já é pouco (cerca de 7%), a grande evasão escolar entre outros. Isso existe, todos nós sabemos, mas devemos ir além disso, pois o problema de educação do país é simplesmente estrutural. Inclusive na sua forma de avaliação o IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica).
O IDEB foi criado pelo MEC em 2007, com dados retroativos a 2005. Tem escala de zero a dez e sintetiza dois conceitos para medir a qualidade da educação: aprovação e média de desempenho dos estudantes em língua portuguesa e matemática. O indicador é calculado a partir dos dados sobre aprovação escolar, obtidos no Censo Escolar, e médias de desempenho nas avaliações do Inep, o Saeb e a Prova Brasil.
Esse tipo de avaliação busca apenas números a serem alcançados, sem necessariamente haver qualidade, a prova disso é que se hoje o Brasil ta melhorando seu número no IDEB é por que hoje um professor se ver praticamente obrigado a aprovar os alunos mesmo que esses não tenham aprendido o que deveriam, pois o Estado cria condições que favorecem e muito para que um aluno dificilmente seja reprovado.
E também não podemos avaliar o desenvolvimento de um aluno através de uma “prova” esse tipo de avaliação é ineficaz não somente porque avalia apenas duas disciplinas (por mais básicas que sejam), mas também uma única prova não diz realmente se o aluno aprendeu ou não o conteúdo, e se a educação é boa ou má, pois vários são os fatores que podem levar um aluno que tem um bom desempenho a tirar nota ruim como também, um aluno que não tem um bom desempenho se sair bem na prova.
Nesse sentido, é necessário destacar que a educação em nosso país necessita avançar e muito para chegar ao que queremos e necessitamos. Porém não são os números que vão determinar isso, mas sim como os alunos saem do ensino básico, o que aprenderam, se aprenderam, se estão capacitados ou não. O Estado quer alcançar através da quantidade, pois é isso que as organizações internacionais exigem, mas só teremos uma educação de boa qualidade, quando soubermos diferenciar o número que pode ser “imposto” do aprendizado que pode ser imutável.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Enquanto isso... O mundo está "seguro"

Por que um grupo de políticos quer mudar o Código Florestal

Código Florestal
9 de maio de 2011

Por Lúcio Vaz
Da Revista IstoÉ





PARLAMENTARES NA MIRA DO IBAMA
Deputado Giovanni Queiroz (PDT-PA)
Foi multado por exploração em área de manejo florestal em período de chuvas, vetado por lei

Senador Jayme Campos (DEM-MT)
Recebeu multa de R$ 5 milhões, por desmatar em Área de Proteção Permanente (APP)

Deputado Reinaldo Azambuja (PSDB-MS)
Autuado por alterar curso de rio para captação de água e por contaminar recursos hídricos

Deputado Paulo César Quartiero (DEM-RR)
Recebeu multa de R$ 56 milhões por destruir a vegetação nativa em área de 6,2 mil hectares

Senador Ivo Cassol (PP-RO)
Acusado de desmatar reserva legal sem autorização e de destruir vegetação nativa em Rondônia

Deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP)
Relator do projeto que agrada aos ruralistas por abrir brecha para desmatamento



Apesar do amplo apoio que o governo Dilma Rousseff tem no Congresso, um grupo de parlamentares tentou aprovar a toque de caixa, na semana passada, o projeto do novo Código Florestal brasileiro. Não conseguiu. Na quarta-feira 4, a bancada governista fez prevalecer sua força e a discussão foi adiada para a próxima semana. Por trás da pressa de alguns parlamentares, porém, não existia propriamente o interesse por um Brasil mais verde e sustentável.
Reportagem de ISTOÉ apurou que pelo menos 27 deputados e senadores defendiam seu próprio bolso e estavam legislando em causa própria (abaixo, cinco casos exemplares). Todos eles já foram punidos pelo Ibama por agressão ao meio ambiente e o novo código que queriam aprovar a toque de caixa prevê anistia para multas impostas a desmatadores. O benefício se estenderia também a empresas e empresários do agronegócio que, nas eleições do ano passado, fizeram pesadas doações a esse bloco parlamentar ligado à produção rural.
“O adiamento é inevitável. É muito difícil analisar uma coisa que não tem rosto, cara. Essa, na verdade, é uma disputa entre Aldo e o PT ”, comentou o deputado Ricardo Tripoli (PSDB-SP) no início da noite da quarta-feira.
Ele se referia ao relatório do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), que começava a ser criticado por ministros de Dilma. O grupo que exigia a imediata aprovação sabia muito bem o que tinha a ganhar ou perder, ao contrário de boa parte do plenário. O deputado Paulo Cesar Quartiero (DEM-RR) é um exemplo típico.
Campeão de infrações, ele foi multado em R$ 56 milhões por eliminar 2,7 mil hectares de vegetação sem autorização em Pacaraima (RR), destruir outros 323 hectares de vegetação nativa e impedir a regeneração em mais 3,5 mil hectares. Foram duas infrações em 2005 e mais duas em 2009. Uma de suas fazendas, de cinco mil hectares, chegou a ser proibida de produzir.
Quartiero afirma que sofreu perseguição política porque foi um dos líderes dos arrozeiros na região da reserva indígena Raposa Serra do Sol: “O governo fez acusações para provocar a nossa saída da área”, reclama. Ele vendeu o que restou das suas terras e benfeitorias e comprou 11 mil hectares na Ilha de Marajó (PA) para criar gado e plantar arroz.

A alegação de retaliações partidárias é corriqueira entre os infratores. O senador Ivo Cassol (PP-RO) também sofreu multas pesadas entre 2007 e 2009, período em que era governador de Rondônia. Foi acusado de desmatar 160 hectares em reserva legal sem autorização, destruir 352 hectares de floresta nativa e ainda efetuar “corte raso” em 2,5 hectares em Área de Proteção Permanente (APP). Mas fala em caça às bruxas: “Isso foi perseguição do pessoal do PT, pois minhas fazendas têm 50% de preservação. O setor produtivo não pode ser tratado como bandido.”
Cassol nega que esteja procurando o amparo da anistia, ao apoiar o texto de Rebelo. “Não quero isenção de multa. Vou ganhar na Justiça.”O senador e fazendeiro Jayme Campos (DEM-MT) é outro que se inclui na turma dos acossados. Foi multado em R$ 5 milhões por quatro infrações impostas em 2004 e 2005, todas já arquivadas. É acusado também de promover desmatamento em APPs às margens de córregos de uma fazenda, a Santa Amália. “Quando cheguei lá tudo já estava assim, tinha sido desmatado em 84, 85 e 86”, diz ele. Campos alega que as multas foram anunciadas depois de declarações que ele fez contra “a truculência” de fiscais.

RAZÃO- O deputado Tripoli: contra a votação às pressas

O Ibama também pegou o deputado Irajá Abreu (DEM-TO), filho da senadora Kátia Abreu (DEM-TO), presidente da Confederação Nacional da Agricultura e uma das principais lideranças dos ruralistas no Congresso. Multado no ano passado por promover desmatamento em uma propriedade que recebeu de herança em Tocantins, ele afirma que a fazenda “já tinha sido aberta” em 1978, enquanto a legislação sobre o tema só foi aprovada em 1989: “Era um ato jurídico perfeito, que se aplicava na época. Por isso, eu agora defendo a consolidação das áreas.” Ele se refere a um dos pontos mais polêmicos do novo Código Florestal: o fim da exigência de recuperação de florestas em áreas já utilizadas para plantio. O relator Aldo Rebelo prevê a manutenção da área como estava em julho de 2008, quando o projeto foi apresentado.

As multas do Ibama não dizem respeito apenas a infrações cometidas no campo. O deputado Ângelo Agnolin (PDT-TO), por exemplo, construiu um quiosque numa área de APP, às margens do lago que banha a capital Palmas. A multa de R$ 5 mil acabou sendo anistiada num termo de acordo, mas ele não escapou do prejuízo com a demolição do bar de 190 metros quadrados.
Casado com a vice-prefeita de Palmas, Edna Agnolin, ele afirma que “tudo é uma questão de interpretação”, pois “o lago é artificial”. Já o deputado Marcos Medrado (PDT-BA) foi multado em 2009 por construir um viveiro de peixes de espécies nativas. Medrado explica que comprou no Pará 50 alevinos de pirarucu registrados, mas não conseguiu apresentar a documentação a tempo. Foi multado em R$ 100 mil.

Fora as pendengas pessoais, o bloco ruralista tende a defender seus financiadores de campanha. Empresas ligadas ao agronegócio doaram pelo menos R$ 45,5 milhões para deputados e senadores nas eleições do ano passado. O levantamento foi feito a partir de dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Mais de 300 parlamentares receberam doações do setor, mas um grupo de 176 foi privilegiado com doações acima de R$ 100 mil. Sete grandes empresas que doaram um total de R$ 25 milhões têm infrações e multas impostas pelo Ibama. O estoque de autuações nesta área parece interminável. Na prestação de contas do governo federal feita no ano passado, consta a aplicação de ­R$ 14,6 bilhões em multas entre 2005 e 2009. A maior parte é resultante de desmatamento na Amazônia. No entanto, muito pouco desse montante retornou aos cofres públicos. Nos últimos dez anos, foram arrecadados apenas R$ 278 milhões, segundo dados do Siafi apurados pela ONG Contas Abertas. Caso aprovada, a anistia de Rebelo beneficiará infrações cometidas até julho de 2008.

PRESSÕES - Movimentos ambientalistas tentaram contrabalançar o rolo compressor armado pelos ruralistas

Embora conheça o poder de fogo dos ruralistas, o governo demorou a reagir ao relatório de Aldo Rebelo. Quando percebeu que havia muito contrabando embutido no texto, a presidente Dilma Rousseff pediu aos ministros do Meio Ambiente, Isabela Teixeira, e da Agricultura, Wagner Rossi, que fossem ao Congresso para tentar um acordo. E fez uma recomendação especial: os dois ministros, apesar de suas diferenças, deveriam expressar uma posição única, que representasse o governo. Assim foi feito. Mas, naquela noite, o governo perceberia outra verdade: as bancadas ruralista e governista estavam misturadas. O PT votaria com o governo, mas as dissidências no PMDB seriam consideráveis.

Na manhã da quarta-feira 4, o presidente da Frente Parlamentar da Agricultura, Moreira Mendes (PPS-RO), acompanhou a bancada estadual de Rondônia até o gabinete de Rebelo, para entregar-lhe uma comenda da Assembleia Legislativa. À vontade entre os ruralistas, Rebelo puxou uma enorme faca de cozinha, com cabo de madeira, e começou a picar o seu fumo em rama. Em seguida, entre baforadas, mostrou que era um aliado. “Acontece um tsunami no Japão e querem culpar o agricultor que planta café, cacau, e cria gado em Rondônia.” Ele vê uma conspiração mundial contra o País: “Querem bloquear as possibilidades de uso do nosso solo, subsolo, recursos hídricos, em benefício do nosso desenvolvimento. Como diz certo autor, ‘não existe lugar para os pobres no banquete da natureza’”, filosofou o comunista Aldo Rebelo.

domingo, 8 de maio de 2011

Crise capitalista: ela ainda continua e os trabalhadores são os maiores prejudicados


Durante mais de dois anos, toda a mídia internacional, a burguesia mundial e até mesmo uma parte da esquerda pequeno-burguesa e da esquerda oportunista que está no governo no Brasil procuraram evidenciar que a crise capitalista como algo passageiro, e logo seria superada. Quando eles "pareciam" controlá-la se estourou a revolução em todos os países do Oriente Médio que colocou abaixo qualquer expectativa de estabilidade política e de estabilidade econômica para o capitalismo mundial. O Oriente Médio é uma peça chave na dominação imperialista mundial, se o imperialismo perde o controle das maiores reservas de petróleo do mundo ele perde o controle da economia e das massas trabalhadores dentro dos próprios países imperialistas. Essa é a realidade não há superação da crise pois o capitalismo é contraditório, e as crises estão inerentes a esse sistema.

No Brasil, o governo Lula e a mídia fizeram a população acreditar que há um crescimento econômico e inclusive crer que este é um país que se dirige para o primeiro mundo. O mito do próprio governo Dilma depois das eleições, eleições nas quais prometeram crescimento econômico, melhoria das condições de vida da população.
No entanto, no início do governo Dilma, mostra que o que foi dito em campanha sobre melhoria para a população não passava de promessas de campanha. Está claro agora que o governo da Dilma Rousseff, do PT, é um governo que vem para cobrar a conta da crise capitalista da maioria da população. Basta ver que para "controlar" a inflação será usado os salários dos trabalhadores.

Os militantes do PT, os ideólogos do PT afirmaram durante anos que o PT é um partido que diferentemente do PSDB não privatiza, porém vemos que na prática isso não é verdade, agora está em marcha uma das maiores privatizações, um dos maiores presentes para a classe capitalista, que é a privatização dos aeroporto e está sendo feita nesse momento pelo governo do PT. Isso daí coloca abaixo qualquer expectativa de crescimento econômico, de distribuição da renda e essas balelas do PT.

A inflação do país está cada vez mais alto, os preços dos alimentos, dos combustíveis entre outros produtos necessários estão cada vez mais caros, um salário de 545 reais é insuficiente para uma pessoa que tem que sustentar uma família. O fato é que a crise capitalista continua e os trabalhadores são os grandes prejudicados. Pois enquanto as empresas que estavam quase falidas receberam grandes recursos públicos, o trabalhador é que diretamente está pagando o prejuízo da empresa através da alta dos preços e dos impostos altíssimos?

Sei que sou ainda jovem, mas nunca vi tanto incentivo da mídia para a população fazer sua declaração de imposto de renda, para pagar o IPTU, recentemente a CELPE (Companhia Elétrica de Pernambuco) aumentou ainda mais o preço da distribuição de energia, enfim estamos todos nós sendo "obrigados" a pagar para que empresas se beneficiem e não afetem tanto com a crise atual.

Até quando deixaremos que o Estado continue explorando o trabalhador? Até quando continuaremos
pagando impostos altíssimos? Eu digo até quando: até continuarmos vivendo sobre o domínio desse sistema explorador e contraditório, e este só será superado a partir da revolução do proletariado do mundo todo.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Os árabes são realmente os maiores terroristas?

Quando se falam em terroristas o que vocês imaginam?

Será realmente os árabes os maiores terroristas? Vejam os dados abaixo e vejam se são realmente.

O que - Guerra da Coréia quem - Harry Truman (Democrata)
e Dwight Eisenhower (Republicano) quandode junho de 1950 aos dias de hoje (armistício assinado em julho de 1953) Nº de mortos - 1.545.822
o queGuerra do Vietnã quemLyndon Johnson (Democrata) e Richard Nixon (Republicano) quando de novembro de 1955 a abril de 1975 Mortos - 1.177.462
O que Bombas atômicas lançadas sobre Hiroxima e Nagasaki, no Japão Quem -Harry Truman, presidente dos EUA de 1945 a 1953, (Democrata) Quando 6 e 9 de agosto de 1945 Mortos entre 150 mil e 246 mil (mortes relacionadas a um único ataque sem contar os mortos pelos efeitos da bomba ao longo dos anos subsequentes)
o que - O bombardeio da cidade de Dresden, na Alemanha Harry Truman, com a participação do governo britânico quando de 13 a 15 de fevereiro de 1945 Mortos mais de 130 mil, a maioria de civis (mortes relacionadas a uma única série de ataques)
O que - Segunda guerra do Iraque Quem - George W. Bush (Republicano) e Barack Obama (Democrata) Quando - de março de 2003 a dezembro de 2009 Mortos104.924, dos quais 92 mil eram civis

O que -Guerra do Afeganistão Quem -George W. Bush (Republicano) e Barack Obama (Democrata) quando de outubro de 2007 aos dias de hoje Mortos -mais de 72 mil (dos quais 34 mil eram civis)
O Que Primeira guerra do Iraque quemGeorge Bush, presidente dos EUA de 1989 a 1983, Republicano Quando de agosto de 1990 a fevereiro de 1991 Mortos -35 mil
O que Ditaduras militares organizadas diretamente pelos EUA Onde - Chile, Argentina, Indonésia, Brasil décadas de 1960, 1970 e 1980 Resultado cerca de: 5 mil mortos, 60 mil presos políticos e 40 mil exilados (Chile); 50 mil mortos ou desaparecidos e 500 mil exilados (Argentinos) e 1 milhão de mortos(Indonésia)

TOTAL:
cerca de 3 milhões de mortos (1 milhão de vezes mais do que os ataques de 11 de setembro de 2001 ao World Trade Center em Nova Iorque)

* Nota: contamos aqui o número de militares norte-americanos mortos nestas guerras. A cifra, por si só, chega a quase 490 mil mortos pela própria ação do imperialismo. O número é pelo menos 110 vezes maior do que o número de mortos nos ataques de 11 de setembro de 2001 atribuídos a Osama bin Laden e a Al Qaeda.



Os EUA acusam os terroristas, mas esses números comprovam que eles mesmos são os principais. Os Estados Unidenses dizem buscar a paz com a guerra, isso acontece porque ele não está preocupado com a paz mundial, mas sim com a defesa de seu sistema.

Eles acusam ao Al Qaeda não é porque eles matam as pessoas, mas sim porque matam para mostrar sua indignação com o sistema contraditório promovido pelos EUA, e isso sim preocupa a nação "dominante". Não digo isso porque defenda os terroristas, longe disso, mas é apenas para mostrar que não é matando, provocando a guerra que chegaremos a paz.

O fato dos EUA se mostrarem preocupados, é por que eles querem defender sua hegemonia mundial, nada além disso, nesse sentido o fato de Osama Bin Laden está morto jamais garantirá segurança para as nações.

Os EUA mataram muitas pessoas, mas é engraçado que ninguem jamais chamou Harry Truman, George Bush (pai e filho), e agora Barack Obama de assassinos. Sabem porque isso acontece? Acontece por que estamos sendo manipulados a pensar como eles. Eles se mostram defensores, mas não se preocupam com os civis dos países que eles ocupam e invadem, estes não tem culpa dos atentados promovidos pela Al Qaeda.

Se fosse assim, para acabar com a criminalidade era só exterminar os moradores das favelas? e por que não? Só por que matariam gente inocente? Ou também porque não é só nas favelas que tem criminosos?

Então caros leitores, Os EUA sim, são os maiores terroristas.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Eike Batista ameaça assentamento no Rio

Por Marcos Pedlowski
Professor doutor da Universidade do Norte Fluminense
De Campos dos Goytacazes
Na Revista Somos Assim

Ao se completarem quinze anos do massacre de Eldorado dos Carajás, cujo saldo foi de 19 mortos e 69 feridos, a constatação que se pode fazer é que muito pouco mudou na forma com que o Estado brasileiro trata a questão da concentração da propriedade da terra.
E pior, quando tem de intervir para resolver os conflitos causados por esta herança do Brasil colônia, o Estado intervém como um verdadeiro braço armado que não poupa os que se atrevem a desafiar o status quo fundiário. Tal situação é evidenciada pelo fato de que, no caso de Eldorado, apenas dois oficiais foram condenados pelo massacre ocorrido em frente às câmeras de televisão, mas mesmos estes continuam em liberdade.
Ao analisarmos retrospectivamente o que foi feito durante os oito anos do governo Lula para aplicar o que determina a Constituição Federal brasileira de 1988 no que se refere à reforma agrária, o que se pode dizer é que o resultado foi no mínimo pífio. Isto se explica pelo fato de que o ex-metalúrgico e o PT decidiram colocar o seu governo a serviço do agronegócio agro-exportador.
Ao fazer a opção pelo latifúndio, Lula e o PT se desvencilharam por completo dos seus compromissos históricos de que realizariam um amplo processo de reforma agrária, e apoiariam o desenvolvimento de um modelo de agricultura que preservasse os interesses nacionais, especialmente no que se refere à segurança alimentar e à distribuição mais equânime da riqueza nacional.
Assim foi que ao longo de oito anos de governo Lula tivemos um investimento maciço para os grandes proprietários rurais, enquanto que para a agricultura familiar, e para os assentamentos de reforma agrária de forma mais específica, sobraram migalhas. Isto tudo à revelia do fato óbvio de que é da agricultura familiar que se origina a maior parte dos alimentos consumidos pela população brasileira.
A conseqüência disto foi a manutenção de um processo constante de esvaziamento das áreas rurais, o que levou ao agravamento dos problemas de concentração da terra, e contribuiu para aumentar as tensões sociais nas periferias urbanas para onde migram os camponeses expulsos da terra.
Entretanto, as ações contrárias à consolidação da reforma agrária não se restringem à esfera federal. Aqui mesmo em Campos dos Goytacazes, município onde se concentra o maior número de assentamentos de reforma agrária do estado do Rio de Janeiro, o apoio dado pela Prefeitura é praticamente nenhum.
Isto ocorre em completa oposição ao tratamento que é dispensado aos latifundiários, que são beneficiados com constantes dragagens de canais cujo assoreamento é causado justamente pelas práticas anti-ecológicas que são utilizadas na monocultura da cana. Isto tudo se dá ao arrepio das evidências de que os assentamentos existentes no município se tornaram importantes celeiros de alimentos que abastecem até as regiões metropolitanas de Porto Alegre, Brasília e Belo Horizonte.
Além disso, se não bastasse a falta de apoio, agora estamos na iminência de um grave golpe à reforma agrária sob a desculpa de contribuir com a viabilização do Corredor Logístico do Açu, já que a prefeitura de Campos está planejando colocar o novo traçado da BR-101 dentro das terras do Assentamento do Zumbi dos Palmares, onde hoje mais de 500 famílias vivem e trabalham na terra.
A gravidade desta proposta fica evidenciada pelo fato do projeto do Grupo EBX para o chamado corredor logístico envolver o uso de uma faixa de terra de 400 metros de largura, o que, de cara, implicará na remoção de centenas de famílias dos lotes que hoje ocupam. Além disso, como a construção deste corredor será acompanhada de novos investimentos, a especulação de terras tratará de destruir o que ainda vier a sobrar do Zumbi dos Palmares.
A verdade é que este imbróglio mostra de forma cabal como o Estado brasileiro lida com a reforma agrária e os interesses do grande capital. Apesar das terras dos assentamentos estarem sob jurisdição de um órgão federal, o presidente da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) veio a Campos para se reunir com a prefeita Rosinha Garotinho, mas esqueceu de convidar os dirigentes do INCRA para a reunião. Tal omissão certamente não se deu por lapso de memória, e revela o caráter autoritário e ilegal desta proposta, cujo objetivo é claramente atender os interesses de Eike Batista e do Grupo EBX.
Mas um mérito esta situação possui, que é o de nos propiciar um debate mais profundo sobre o modelo de desenvolvimento que queremos para a nossa região. De um lado temos um mega-empreendimento cujos objetivos são guiados de fora e para fora da região e, de outro, temos outro que aponta para soluções de dentro para dentro.
Em outras palavras, o que queremos ver nas terras do Zumbi dos Palmares: alimentos ou dutos e trilhos que trazem materiais para alimentar a fome de aço da China? E que ninguém venha chamar os assentados de violentos e bandidos se eles decidirem defender suas terras: a maior violência já está sendo cometida contra o nosso futuro ao se propor esta barbaridade.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Brasil diminui nível de "desigualdade": até que ponto?

A taxa de desigualdade no Brasil caiu à mínima histórica no final de 2010, segundo estudo divulgado pelo Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas (CPS/FGV) nesta terça-feira (3). Em oito anos - de dezembro de 2002 a dezembro de 2010 -, o país conseguiu reduzir a pobreza em 50,64%, de acordo com a pesquisa “Desigualdade de Renda da Década”.

A taxa de desigualdade, medida pelo índice de Gini, ficou em 0,5304 em 2010, a menor desde 1960, quando começou a pesquisa. No entanto, o economista Marcelo Neri diz que, quando comparado com outros países, ainda é “estupidamente alto, porém menor do que antes” o nível de desigualdade no Brasil. “Se é uma má notícia que a nossa desigualdade ainda é alta, a boa notícia é que ela deve cair. O que os dados mostram é que a queda continua”, destacou.

O fato é que não podemos nos iludir com esses dados, os números muitas vezes não dizem realmente o que acontece, por exemplo, ele afirmou que os principais motivos para essa diminuição foi a educação e em menor escala os programas sociais. Isso mostra o quanto não podemos confiar sempre nos números, devemos pois analisar em sua totalidade.

Quando ele diz que a educação é um dos principais fatores é porque o nível de evasão escolar diminuiu significativamente, mas isso aconteceu graças a obrigação que os pais tem para poderem receber o bolsa família, adiciona-se a isso a queda de reprovação, mas destaca-se também que hoje o Estado praticamente obriga o professor a não reprovar seus alunos.

Ainda de acordo com a pesquisa, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (Pnad/IBGE) a renda dos 50% mais pobres no Brasil cresceu 52,59%, entre 2001 e 2009, enquanto que a renda dos 10% mais ricos do país cresceu 12,8%. Isso significa dizer que a renda da classe baixa teve um crescimento de 311% na comparação com os mais abastados.

Esses números mais uma vez "camuflam" a real situação do Brasil, afirmo isto porque o fato dos mais pobres terem crescido tanto a renda se deve principalmente aos programas sociais como a bolsa família e não muito além disso.

Não quero dizer que não houve melhorias, pois houve, mas essa melhoria ainda é muito pouco, somos um dos países mais desiguais do planeta, as condições de vida no nosso país pode está melhorando gradativamente, mas isso acontece apenas por dois motivos: manter a passividade das pessoas e incluí-las como consumidores ativos movimentando o capital.

Não nos iludamos então com que os números nos mostram, mas o que a realidade nos mostra, basta ver em sua cidade a grande diferença entre os bairros de classe alta e os de classe baixa.Não digo somente pelo tamanho das casas, mas também pela infraestrutura, os bairros de classe alta jamais terão esgoto a céu aberto, porém os de classe baixa são excluídos do direito ao saneamento básico.

Nesse sentido, procuremos conhecer a real situação em nosso país, pois analisando os fatos em sua totalidade podemos ver até que ponto a "verdade" que nos passam, é realmente verdade.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Como reduzir o preço da gasolina

Sabemos que o preço do combustível está muito alto, em Petrolina a média é de 3,00 reais chegando a 3,10. Pensando nisso um consumidor deu uma dica de como reduzir o preço. é algo simples e gostei da ideia, resoví não apenas fazer mais também divulgar.
O capitalismo nos obriga a consumir mas precisamos mostrar que quem gera o capital é o consumidor, mostraremos nossa força fazendo o que Josimar Menezes sugere:

Com o preço da gasolina subindo mais a cada dia, nós, os consumidores, precisamos entrar rapidamente em ação!!

O único modo de chegarmos a ver o preço da gasolina diminuir é atingindo quem produz, na parte mais sensível do corpo humano: o BOLSO. Será não comprando a gasolina deles!!!

MAS COMO??!! Considerando que todos nós dependemos de nossos carros, e não podemos deixar de comprar gasolina, GNV, diesel ou álcool, nós podemos promover um impacto tão forte a ponto dos preços dos combustíveis CAIREM, se todos juntos agirmos para FORÇAR UMA GUERRA DE PREÇOS ENTRE ELES MESMOS.

É assim que o mercado age !!!

Isso é Lei de Mercado e Concorrência.

Aqui está a idéia:

Para os próximos meses não compre gasolina da principal fornecedora brasileira de derivados de petróleo, que é a PETROBRÁS (Postos BR).

Se ela tiver totalmente paralisada a venda de sua gasolina, estará inclinada e obrigada, por via de única opção que terá, a reduzir os preços de seus próprios produtos, para recuperar o seu mercado.

Se ela fizer isso, as outras companhias (Shell, Esso, Ipiranga, Texaco, etc…) terão que seguir o mesmo rumo, para não sucumbirem economicamente e perderem suas fatias de mercado.

Isso é absolutamente certo e já vimos várias vezes isso acontecer! CHAMA-SE LEI DA OFERTA E DA PROCURA.

Mas, para haver um grande impacto, nós precisamos alcançar milhões de consumidores da Petrobras. É realmente simples de se fazer!!

Continue abastecendo e consumindo normalmente!! Basta escolher qualquer outro posto ao invés de um BR (Petrobras). Porque a BR?

Por se tratar da maior companhia distribuidora hoje no Brasil e, consequentemente, com maior poder sobre o mercado e os preços praticados.

Mas não vá recuar agora. Faça e peça aos seus amigos que façam o mesmo, multiplique essa idéia, envie e-mails, ligue para os amigos e parentes e em pouco tempo iremos atingir milhares de consumidores. Aí sim teremos a redução desejada no preço do combustível.

Josimar Menezes/Consumidor

Bin Laden, um factóide?

Retirado de:
libertatum.blogspot.com/2011/05/bin-laden-um-factoide.html#more

Por Klauber Cristofen Pires




Acordo nesta manhã de segunda-feira com a notícia da execução de Osama Bin Laden à maneira dos trunfos da Antiga Roma, só que com uma diferença fundamental: cadê o corpo?

Como tenho dito, a não ser por um título acadêmico de especialização em Direito Tributário, não sou especialista em coisa nenhuma. Tenho, apenas, um pouco de juízo, como qualquer homem ou mulher de bom senso deve ter e é isto mesmo o que venho exortar os meus leitores a exercitarem comigo.

Há coisa de umas semanas atrás eu, o Leonardo (Conde) e outros amigos realizamos a exibição do filme " A Anatomia de um mito", que relata a verdadeira face do Che Guevara. Naquele filme apareceu, aos olhos de todos, o corpo do misantropo após a execução na Bolívia, e em detalhes o responsável pela operação disse que recebera ordens de não atirar na cabeça, a fim de não desfigurar-lhe as feições. Aos olhos de todo o mundo, Che Guevara foi executado, e a ninguém resta dúvidas.

Da mesma forma, sob o governo Bush Jr, o hediondo Sadam Hussein foi preso enterrado num fosso escondido por debaixo de um tapete, e todo o mundo viu a sua prisão, o seu julgamento e até mesmo a sua execução.

Agora, anuncia-se com muito alarde a captura, execução e sepultamento de Osama Bin Laden acontecido num só dia, sem que nenhuma imagem tenha sido fornecida do seu corpo ou das efemérides que se seguiram.

Segundo os jornais, Bin Laden, que foi encontrado em uma mansão na periferia de Islamabad, capital do paquistão, já estaria debilitado, necessitando de sessões diárias de hemodiálise. Como pode, pois, um homem assim, oferecer resistência armada? Agora confiram estes trechos tirados do site UOL:

"Na noite de hoje [domingo], um pequeno time de soldados americanos levou a cabo a operação. Após um tiroteio, esses soldados mataram Bin Laden e capturaram seu corpo. Nenhum americano foi ferido e houve cuidado para que nenhum civil fosse ferido durante a operação”, disse Obama no pronunciamento.".

Vejam, nenhum militar americano foi morto, e até aí tudo bem, pois operações com tropas especiais têm um alto grau de sucesso, mas dá para acreditar que os fanáticos de maior confiança da Al Quaeda responsáveis pela segurança de Bin laden também tenham restado ilesos, enquanto o seu grande líder, que mal teria forças para erguer uma pistola, foi morto ali mesmo? Porquê - conforme a explícita ordem do Sr Presidente Obama - tanto cuidado com os meros guarda-costas e nenhum com o terrosrista mais procurado do mundo?

Outra: desde quando os EUA se dignificam a prestar as exéquias tão solenemente a terroristas, a ponto de obedecer aos costumes corânicos de promover o sepultamento no mesmo dia? "Isso é algo que encaramos seriamente. E, portanto, está sendo tratado de maneira apropriada" (UOL Notícias).
Quais os outros terroristas abatidos até hoje que receberam tais homenagens?

Mas pasmem, o corpo de Osama Bin Laden, segundo os noticiários, foi sepultado no mar(!):

Da BBC Brasil

Brasília – Um dos homens mais procurados do mundo, o fundador e líder da Al Qaeda, Osama Bin Laden, teve o corpo submetido a um ritual no mar, segundo a imprensa norte-americana. De acordo com o jornal New York Times e a agência de notícias Associated Press, a cerimônia seguiu os preceitos muçulmanos de enterrar o corpo no mesmo dia da morte.

As autoridades norte-americanas justificaram o enterro no mar informando que seria difícil encontrar um país que aceitasse receber o corpo de um dos mais procurados líderes extremistas do mundo. As fontes não foram identificadas nas reportagens.

Outra desculpa - bem diferente - foi a de que se tivesse sido sepultado em terra sua sepultura viraria lugar de peregrinação: "Sepultar o corpo de Bin Laden no mar garantiria que seu local de repouso final não se tornasse um templo para peregrinação de seus seguidores, comentou a ABC." (Uol Notícias)

Vá lá algum chato inconveniente como eu poderia no futuro solicitar alguma exumação do corpo para confirmar a autenticidade do cadáver, não é mesmo?

Do site da UOL, o que se vê é uma imagem indireta - a imagem da imagem de uma tv paquistanesa, a divulgar a foto de rosto do suposto genocida. Bem ao estilo da segunda apresentação da Certidão da nascimento, acontecida recentemente, que não era o documento original, mas apenas uma imagem digitalizada fornacida..pela Casa Branca.

Concluindo, peço clamorosamente aos estimados leitores: não estou a cabalmente contestar a morte de Bin Laden. Apenas sustento que as circunstâncias de seu achamento, ataque, morte e sepultamento estão muito mal contadas, e desafiam os cuidados mais básicos que qualquer cidadão médio pode ser levado, apenas por mera lógica, a desconfiar.

As obametes, tais como o Sr Ricardo Setti, bem como outros que são céticos tão somente por ainda reputarem os EUA como um país tão sério, já estão a pretender ridicularizar quem levanta a voz da contrariedade ou da dúvida, como no caso eu mesmo, mas nunca atacam os fatos, senão respondem por ironias agressivas do tipo "- quer dizer então que o homem não foi à lua?", precisamente o que o próprio Obama tem andado fazendo.
Pelo visto, havia condições para a prisão de Bin Laden, ou em face de um real infortúnio neste intento, havia tempo suficiente para exibir seu corpo para a imprensa, antes de promver seu sepultamento, mesmo que tivesse de ser no mesmo dia, em homenagem àquele que não respeitou nem a vida nem a religião dos outros.

Acrescentemos a isto o alvoroço dado a uma suposta e suspeitíssima segunda apresentação da certidão de nascimento do Sr Barack Obama, depois de outra que já foi amplamente reconhecida como fraudulenta, em meio a uma coleção de documentos e informações falsos, no terceiro ano do mandato deste presidente em franca queda de popularidade. Dado que alguns jornais americanos já estão a celebrar o triunfo obâmico à maneira lulista de depreciar o insucesso do presidente predecessor George W. Bush, é de se perguntar: há ou não motivo para se buscar um factóide?

domingo, 1 de maio de 2011

1º DE MAIO - dia do trabalho mas não do trabalhador


O Dia Mundial do Trabalho foi criado em 1889, por um Congresso Socialista realizado em Paris. A data foi escolhida em homenagem à greve geral, que aconteceu em 1º de maio de 1886, em Chicago, o principal centro industrial dos Estados Unidos naquela época.

Milhares de trabalhadores foram às ruas para protestar contra as condições de trabalho desumanas a que eram submetidos e exigir a redução da jornada de trabalho de 13 para 8 horas diárias. Naquele dia, manifestações, passeatas, piquetes e discursos movimentaram a cidade. Mas a repressão ao movimento foi dura: houve prisões, feridos e até mesmo mortos nos confrontos entre os operários e a polícia.

Em memória dos mártires de Chicago, das reivindicações operárias que nesta cidade se desenvolveram em 1886 e por tudo o que esse dia significou na luta dos trabalhadores pelos seus direitos, servindo de exemplo para o mundo todo, o dia 1º de maio foi instituído como o Dia Mundial do Trabalho.

Fonte: IBGE / Ministério do Trabalho

“A história do Primeiro de Maio mostra, portanto, que se trata de um dia de luto e de luta, mas não só pela redução da jornada de trabalho, mais também pela conquista de todas as outras reivindicações de quem produz a riqueza da sociedade.” – Perseu Abramo

Como já dito antes, o dia hoje celebra as conquistas dos trabalhadores, no entanto o trabalhador ainda tem pouco o que comemorar, digo isso não somente pelo alto nível de desemprego que é exorbitante, segundo o IPEA por exemplo, cerca de 1,1 milhão de pessoas qualificadas ficarão sem emprego. Junta a isso o fato que no sistema atual vigente o trabalhador é explorado por seus patrões, com uma carga horária maior que deveria, salários baixíssimos e impedido o direito de reivindicação, devido ao alto índice de desemprego, assim desde que não seja concursado, com certeza ao fazer uma greve por exemplo, este é demitido.

O trabalhador é principal responsável pela produção da renda de quaisquer empresas, mas este continua sendo excluído da participação dos lucros, muitas vezes ele produz mercadorias que jamais poderão possuir, e, enquanto os trabalhadores suam para poderem levar o pão de cada dia o patrão se preocupa em administrar o sua renda acumulada que é bem superior ao ganho pelos trabalhadores.
A luta da classe operária deve ser uma luta contra o sistema capitalista e a superação deste pelo comunismo, que trata o trabalhador e patrão como iguais, sem desigualdade e nem exploração. Só assim podemos ver o dia 1º de maio como uma comemoração, pois enquanto o trabalhador continuar sendo explorado esse dia deve ser apenas como um dia de reivindicação e em memória de todos aqueles que já lutaram contra o fim da escravidão e exploração do trabalho.

Talvez por isso hoje seja dia do trabalho e não do trabalhador!